Jogo de Espelhos: Bem-vindos ao Futuro ou a Constituição de 1991 versus o Neoliberalismo
Palavras-chave:
constituição, axiomática capitalista, superfície política, subsolo político, democraciaResumo
Neste escrito, pretendo estabelecer uma perspectiva crítica relativa à "aplicação" da Constituição de 1991, distanciando-me de uma análise jurídica para aprofundar uma análise a partir da teoria política crítica. Para isso, situo temporalmente o contexto de emergência do texto constitucional e relaciono-o com o avanço da globalização neoliberal do início dos anos 90 do século passado. A partir daí, proponho que existe uma constituição encriptada de caráter neoliberal que funciona como uma limitação estrutural ao desdobramento -supostamente plural e democrático- da nossa última constituição. Isso ocorre, em grande medida, porque a axiomática capitalista não foi central na discussão da Assembleia Nacional Constituinte, o que fez com que as promessas daquele texto constitucional fossem confrontadas por esse vazio na deliberação, não tendo havido um momento constitutivo para criar uma nova ordem social. Prova disso é a instauração de um liberalismo autoritário em nosso país, que reforça os interesses do capital em sua versão neoliberal nos últimos 25 anos, ao mesmo tempo que produz um processo de exclusão de grande parte da sociedade, aumentando a conflitividade social e gerando um ocaso democrático. Os acontecimentos da explosão social de abril, maio e junho de 2021 mostram como a superfície política -institucionalidade- se mostra incapaz de compreender o subsolo político -emergência de novos sujeitos políticos e novas demandas, o que põe em questão a capacidade democrática não apenas do nosso Estado, mas também da nossa Constituição.
Downloads
Referências
Santos, B. (2006). Renovar la teoría crítica y reinventar la emancipación social. Clacso
Brown, W. (2020). En las ruinas del neoliberalismo: el ascenso de las políticas antidemocráticas en occidente. Tinta Limón Ediciones.
Esposito, R. (2005). Inmunitas: protección y negación de la vida. Amorrortu Editores.
Fassin, E. (2018). Populismo de izquierdas y neoliberalismo.
Foucault, M. (2007). Nacimiento de la biopolítica. Curso en el College de France (1978-1979). Fondo de Cultura Económica.
Fraser, N. (2020). Los talleres ocultos del capital. Un mapa para la izquierda. Traficantes de sueños.
Guattari, F. (2019). Plan sobre el planeta. Traficantes de sueños.
Guattari, F y Rolnik, S. (2013). Micropolítica. Cartografías del deseo. Tinta Limón Ediciones.
Jessop, B. (2017). El Estado: pasado presente futuro. Los Libros de la Catarata.
Laval, C. y Dardot, P. (2013) La nueva razón del mundo: ensayo sobre la sociedad neoliberal. Gedisa.
Matos, ASdeMC (2015). Filosofía radical y utopía. Inapropiabilidad, an-arquía, a-nomia. Siglo del Hombre Editores.
McQuaig, L y Brooks, N. (2014). El problema de los supermillonarios. Capitán Swing.
Mejía, O. (2007). Elites, eticidades y Constitución. Cultura política y poder constituyente en Colombia. En publicación: Filosofía y teorías políticas entre la crítica y la utopía. Hoyos Vásquez, Guillermo. CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, Buenos Aires
Mejía, O. (2002). Dominación y exclusión en la Constitución de 1991: La constitucionalización de la mentira. En Palimpsestvs, (2), 60-67. Recuperado a partir de https://revistas.unal.edu.co/index.php/palimpsestvs/article/view/82723.
Monedero, JC. (2012). El programa de máximos del neoliberalismo: el Informe a la Trilateral de 1975. En Sociología Histórica 1/2012 289-310. Recuperado a partir de https://dialnet.unirioja.es/servlet/articulo?codigo=4554281
Pisarello, G. (2011). Un largo Termidor. La ofensiva del constitucionalismo antidemocrático. Editorial Trotta.
Ranciére, J. (2014). El reparto de lo sensible: estética y política. Prometeo Libros.
Ranciére, J. (2007) El odio a la democracia. Amorrortu Editores.
Ranciere, J. (1996). El desacuerdo. Filosofía y Política. Ediciones Nueva Visión.
Sanín, R. & Méndez, G. (2012). La constitución encriptada: nuevas formas de emancipación del poder global. En Revista de Derechos Humanos y Estudios Sociales. Año IV No. 8 julio-diciembre de 2012. Facultad de Derecho Universidad Autónoma de San Luis Potosí. México
Sanín, R. (2011). Teoría crítica constitucional: del existencialismo popular a la verdad de la democracia. Centro de Estudios y Difusión del Derecho Constitucional CEDEC.
Sztulwark, D. (2020). La ofensiva sensible. Neoliberalismo, populismo y el reverso de lo político. Caja Negra Editora.
Romero, JL. (2001). Latinoamérica: las ciudades y las ideas. Siglo XXI editores.
Tapia, L. (2011). Política salvaje. Clacso - Waldhuter Ediciones.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Juan David Gelacio Panesso

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
La rivista consente all'autore (s) di mantenere i diritti di pubblicazione senza restrizioni.
Le journal permet à l'auteur (s) de conserver les droits de publication sans restrictions.
The journal allows the author (s) to retain publication rights without restrictions.
La revista le permite al autor(es) retener los derechos de publicación sin restricciones
Die Zeitschrift ermöglicht es dem / den Autor (en), Veröffentlichungsrechte ohne Einschränkungen zu behalten.
A revista permite que os autores mantenham os direitos de publicação sem restrições.





























