A Técnica e a Tecnologia como Autoalienação e Heteroalienação do Homem: Contribuição a partir da Teoria de Marx
DOI:
https://doi.org/10.24142/raju.v21n42a5Palavras-chave:
alienação, capital, operário, trabalhoResumo
A obra de Marx constitui a concretização de um projeto crítico sobre as relações de produção da economia capitalista moderna, a sua estrutura e funcionamento. Na sua análise, a relação existente entre o trabalho assalariado e o poder do capital constitui um obstáculo ao desenvolvimento da natureza humana. A natureza crítica do autor compreende que o trabalho alienado se traduz na situação de miséria da classe operária. Consequentemente, a forma alienada que a produção imprime ao produto do trabalho do operário desenvolve-se com a máquina que transforma o modo de trabalho do trabalhador. A alienação e a divisão do trabalho surgem numa relação de reciprocidade, formando um circuito. A divisão do trabalho, no seu desenvolvimento histórico, condiciona a alienação do trabalho. Mais ainda, o trabalhador sente-se alienado em relação à sua própria atividade laboral (autoalienação), em relação aos poderes criados pela divisão do trabalho e em relação à sociabilidade dos seus colegas de trabalho (heteroalienação), com consequências jurídicas e psicológicas, estas últimas no contexto do nosso país. A metodologia deste trabalho centra-se numa análise documental de excertos da obra de Marx, bem como de autores contemporâneos que retomaram as suas reflexões em torno da auto e heteroalienação do trabalhador devido à automatização dos processos industriais. Trabalho hermenêutico sobre a reflexão do aumento da produtividade laboral e do aumento do capital num estado de coexistência de ambos os conceitos. Os escritos de Marx de caráter económico, de crítica ao capital, permitem explicar as causas e os efeitos da dominação, do abandono da força de trabalho, bem como o seu impacto jurídico e psicológico na vida laboral do trabalhador e no seu contexto social.
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