La (De)construcción del Desarrollo capitalista-colonial-eurocéntrico: perspectivas a la luz del Buen Vivir
Palabras clave:
buen vivir, desarrollo capitalista colonial, naturaleza, pueblos indígenasResumen
El artículo propone reflexionar sobre la definición de desarrollo establecida por el modelo capitalista, herencia de la experiencia colonial eurocéntrica, y desde el punto de vista de los pueblos originarios para establecer una vida en comunión con la naturaleza, lo que llamamos Buen Vivir. En este contexto, desde una visión eurocéntrica, el desarrollo es visto como crecimiento material, es decir, aumentar las ganancias de la manera más rápida y rentable, en el menor tiempo y con los menores riesgos para el capital. Esta definición desarrollista está marcada por dos factores: la degradación de la naturaleza y la borradura de los pueblos primitivos/no modernos, que se debe a la imposición de la necesidad de una explotación desenfrenada de la naturaleza, despreciando los conocimientos ancestrales, como requisito indispensable para el desarrollo de la sociedad moderna. Así, hemos organizado el texto en dos temas: en el primero, situaremos el contexto del desarrollo capitalista eurocéntrico que impone la dominación y degradación de la naturaleza y la borradura de los pueblos originarios en contraste con la legislación brasileña. Por último, en un segundo apartado, abordamos la necesidad de romper con la visión eurocéntrica del desarrollo capitalista eurocéntrico, con el fin de establecer una lectura a la luz del Buen Vivir, contraria al actual proyecto civilizatorio.
Citas
Beck, Ulrich. (1998). La sociedad del riesgo: hacia una nueva modernidad. Tradução de Jorge. Navarro, Daniel Jiménez e Maria Rosa Borrás. Barcelona: Paidós.
Boff, Leonardo. (2017). Sustentabilidade: o que é - o que não é. Petrópolis: Editora Vozes.
Capra, Fritjof. (1996). A teia da vida: uma compreensão científica dos sistemas vivos. Trad. Newton Roberval Eichemberg. São Paulo: Pensamento Cultrix.
Césaire, Aimé. (2020). Discurso sobre o colonialismo. Tradução de Cláudio Willer. São Paulo: Veneta.
Chomsky, Noam. (2020). Internacionalismo ou extinção: Reflexões sobre as grandes ameaças à existência humana. Tradução de Renato Marques. São Paulo: Planeta.
Chomsky, Noam. (2017). Quem manda no mundo?. Tradução de Renato Marques. São Paulo: Planeta.
Costa, César Augusto; Loureiro, Carlos Frederico. (2019). A Questão Ambiental a partir dos Sem direitos: uma leitura em Enrique Dussel. E-curriculum (PUCSP), v.17, n.2, p.673-698, abr./jun. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/34549/29014. Acesso em: 08 jul. 2023.
Damázio, Eloise da Silveira Petter; Sparemberger, Raquel Fabiana. (2016). Discurso constitucional colonial: um olhar para a decolonialidade e para o “novo” Constitucionalismo Latino-Americano. Pensar, Fortaleza, v. 21, n. 1, pp. 271-297, jan./abr. 2016. Disponível em: http://periodicos.unifor.br/rpen/article/view/2939/pdf. Acesso em: 08 jul 2023.
Dussel, Enrique. (2000). Ética da Libertação: na idade da globalização e da exclusão. Petrópolis: Vozes.
Dussel, Enrique. (1993). 1492: a origem do mito da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1993.
Dussel, Enrique. (2005). Europa, modernidade e eurocentrismo. In: LANDER, Edgardo (org). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais Perspectivas latino-americanas. Colección Sur Sur, CLACSO, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. setembro. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/clacso/sur-sur/20100624093038/5_Dussel.pdf. Acesso em: 20 jun. 2023.
Dussel, Enrique. (2012). Agenda para um diálogo Inter-filosófico Sul-Sul. Revista Filosofazer. Passo Fundo, n. 41, jul./dez, p. 11-30.
ECUADOR. (2008). Constitución de la República del Ecuador.
Wolkmer, Antonio Carlos; Fagundes, Lucas Machado. Tendências contemporâneas do constitucionalismo latino-americano: Estado plurinacional e pluralismo jurídico. Pensar, Fortaleza, v. 16, n. 2, jul./dez. 2011, p. 371-408,
Ferrajoli, Luigi. (2022). Por que uma Constituição da Terra?. Tradução de Sandra Regina Martini e Bernardo Baccon Gehlen. Revista de Direito Brasileira. Floranópols, v. 31, n. 12, p. 04-18, jan./abr.
Lowy, Michel. (2014). Lutas ecossociais dos indígenas na América Latina. Revista crítica marxista, n. 38, p. 61-70. Disponível em: https://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo310artigo4.pdf. Acesso em: 08 jul. 2023.
Mignolo, Walter. (2003). A gnose e o imaginário do sistema mundial colonial/moderno. In: Histórias locais / Projetos globais: colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Tradução de Solange Ribeiro de Oliveira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
Morin, Edgar. (2003). A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento, 8. Ed., Rio De Janeiro: Bertrand Brasil.
Pazello, Ricardo Prestes. (2014). Direito insurgente e movimentos populares: o giro descolonial do poder e a crítica marxista ao direito. 8 ago, de 2014. Tese (Doutorado em Direito). Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Paraná. Curitiba. Disponível em: http://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/36287/R%20-%20T%20-%20RICARDO%20PRESTES%20PAZELLO.pdf?sequence=1. Acesso em: 08 jul. 2023.
Porto-Gonçalves, Carlos Walter. (2002). Da geografia às geo-grafias: um mundo em busca de novas territorialidades. In: La Guerra Infinita: Hegemonía y terror mundial. Buenos Aires: CLACSO. Disponível em: http://bibliotecavirtual.clacso.org.ar/clacso/gt/20101018013328/11porto.pdf. Acesso em: 08 jul. 2023.
Porto-Gonçalves, Carlos Walter. (2015a). Pela vida, pela dignidade e pelo território: um novo léxico teórico político desde as lutas sociais na América Latina/Abya Yala/Quilombola. Ciencias sociales: desafíos y perspectivas, n. 41, p. 1-10.
Porto-Gonçalves, Carlos Walter. (2015b). A Globalização da natureza e a natureza da globalização. Rio de Janeiro: Civilização brasileira.
Quijano, Aníbal. (1992). Notas sobre a questão da identidade e nação no Peru. Estudos Avançados, 6(16).
Quijano, Aníbal. (2002). Colonialidade, poder, globalização e democracia. Novos Rumos, ano 17, n. 37. Disponível em: http://antropologias.descentro.org/rpc/files/downloads/2010/08/An%C3%ADbal-Quijano-Colonialidade-Poder-Globaliza%C3%A7%C3%A3o-e-Democracia.pdf. Acesso em: 08 jul. 2023.
Quijano, Aníbal. (2005). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais Perspectivas latino-americanas. Colección Sur Sur, CLACSO, Ciudad Autónoma de Buenos Aires, Argentina. Setembro. Disponível em: https://biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar/. Acesso em: 20 jun. 2023.
Santos, Boaventura de Souza; Chauí, Marilena. (2013). Direitos humanos, democracia e desenvolvimento. São Paulo: Cortez.
Santos, Maria França Ribeiro Fernandes dos; Xavier, Leydervan de Souza Xavier; Peixoto, José Antonio Assunção. (2008). Estudo do indicador de sustentabilidade “Pegada Ecológica: uma abordagem técnico-empírica. Revista Gerenciais. São Paulo, v. 7, n. 1, p. 29-37.
Serres, Michel. (1990). O contrato natural. Trad. Serafim Ferreira. Lisboa: Instituto Piaget
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 César Augusto Costa, Martiane Jaques La Flor, Lorenzo Borges de Pietro

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial-CompartirIgual 4.0.
La rivista consente all'autore (s) di mantenere i diritti di pubblicazione senza restrizioni.
Le journal permet à l'auteur (s) de conserver les droits de publication sans restrictions.
The journal allows the author (s) to retain publication rights without restrictions.
La revista le permite al autor(es) retener los derechos de publicación sin restricciones
Die Zeitschrift ermöglicht es dem / den Autor (en), Veröffentlichungsrechte ohne Einschränkungen zu behalten.
A revista permite que os autores mantenham os direitos de publicação sem restrições.



































