A (Des)construção: do Desenvolvimento capitalista-colonial-eurocêntrico: perspectivas á luz do Buen Vivir
Palavras-chave:
buen vivir, desenvolvimento capitalista colonial, natureza, povos origináriosResumo
Oartigo propõe refletir a definição de desenvolvimento, estabelecida pelo modelo capitalista, herança da experiência colonial eurocêntrica, e a partir da visão dos povos originários se estabelecer uma vivência em comunhão com a natureza, o que denominamos Buen Vivir. Nesse contexto, a partir de uma visão eurocêntrica o desenvolvimento é tido como crescimento material, ou seja, aumento dos lucros da forma mais veloz e rentável, no menor prazo de tempo e com os menores riscos ao capital. Essa definição desenvolvimentista é marcada por dois fatores, a degradação da natureza e o apagamento dos povos primitivos/não modernos, que se dá pela imposição na necessidade de exploração desenfreada da natureza, à revelia dos conhecimentos ancestrais, como requisito indispensável ao desenvolvimento da sociedade moderna. Assim, organizamos o texto em dois tópicos: no primeiro, situaremos o contexto de desenvolvimento capitalista eurocêntrico que impõe a dominação e degradação da natureza e o apagamento dos povos originários em contraste com a legislação brasileira. Por fim, num segundo tópico se adentra na necessidade e a forma de se romper com a visão eurocêntrica de desenvolvimento capitalista eurocentrado, no horizonte de estabelecer uma leitura à luz do Buen Vivir que se dirige na contramão do atual projeto civilizatório.
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