A (Des)construção: do Desenvolvimento Capitalista-Colonial-Eurocêntrico: Perspectivas à Luz do Buen Vivir
DOI:
https://doi.org/10.24142/raju.v20n41a4Palavras-chave:
buen vivir, desenvolvimento capitalista colonial, natureza, povos origináriosResumo
O artigo propõe refletir a definição de desenvolvimento, estabelecida pelo modelo capitalista como herança da experiência colonial eurocêntrica, e a partir da cosmovisão elencada pelos povos originários, visará compreender essa vivência de comunhão com a natureza, o que denominamos buen vivir. De outro modo, a partir da lógica eurocêntrica o desenvolvimento é tido como um crescimento material, ou seja, como um processo que objetiva ampliar a reprodução do capital às custas da devastação dos povos e da natureza. Essa definição desenvolvimentista é marcada por dois fatores, a degradação da natureza e o apagamento dos povos originários (na razão eurocentrada, primitivos/não modernos), que se dá pela imposição na necessidade de exploração desenfreada da natureza, à revelia dos conhecimentos ancestrais, como requisito indispensável ao desenvolvimento da sociedade moderna capitalista. Assim, organizamos o texto em dois tópicos: no primeiro, situaremos o contexto de desenvolvimento capitalista eurocêntrico que impõe a dominação e degradação da natureza e o apagamento dos povos originários em contraste com a legislação brasileira. Por fim, num segundo tópico se adentra na necessidade e a forma de se romper com a visão eurocêntrica de desenvolvimento capitalista eurocentrado, no horizonte de estabelecer uma leitura à luz do buen vivir que se dirige na contramão do atual projeto civilizatório.
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