La (de)construcción del desarrollo capitalista-colonial-eurocéntrico: perspectivas a la luz del buen vivir

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.24142/raju.v20n41a4

Palabras clave:

buen vivir, desarrollo capitalista colonial, naturaleza, pueblos indígenas

Resumen

El artículo propone reflexionar sobre la definición de desarrollo, establecida por el modelo capitalista como herencia de la experiencia colonial eurocéntrica, y a partir de la cosmovisión expuesta por los pueblos originarios, tratará de comprender esa experiencia de comunión con la naturaleza, lo que denominamos buen vivir. Por otra parte, desde la lógica eurocéntrica, el desarrollo se considera un crecimiento material, es decir, un proceso que tiene como objetivo ampliar la reproducción del capital a costa de la devastación de los pueblos y la naturaleza. Esta definición desarrollista está marcada por dos factores: la degradación de la naturaleza y el borrado de los pueblos originarios (en la lógica eurocéntrica, primitivos/no modernos), que se produce por la imposición de la necesidad de una explotación desenfrenada de la naturaleza, en contra de los conocimientos ancestrales, como requisito indispensable para el desarrollo de la sociedad capitalista moderna. Así, hemos organizado el texto en dos partes: en la primera situamos el contexto del desarrollo capitalista eurocéntrico que impone la dominación y la degradación de la naturaleza y la borradura de los pueblos originarios en contraste con la legislación brasileña, y en la segunda abordamos la necesidad de romper con la visión eurocéntrica del desarrollo capitalista eurocéntrico, con el fin de establecer una lectura a la luz del buen vivir, contraria al actual proyecto civilizatorio.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

César Augusto Costa, Universidade Federal do Rio Grande

Sociólogo. Docente no Programa de Pós-Graduação em Direito e Justiça Social da Universidade Federal do Rio Grande/FURG.

Martiane Jaques La Flor, Universidade Católica de Pelotas

Advogada. Doutoranda em Política Social e Direitos Humanos na Universidade Católica de
Pelotas (UCPEL).

Lorenzo Borges de Pietro, Universidade de Santa Cruz do Sul

Advogado. Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Direito na Universidade de Santa Cruz
do Sul (UNISC).

Referencias

Beck, U. (1998). La sociedad del riesgo: Hacia una nueva modernidad. Tradução de Jorge Navarro, Daniel Jiménez e Maria Rosa Borrás. Paidós.

Boff, L. (2017). Sustentabilidade: O que é-o que não é. Editora Vozes. Capra, F. (1996). A teia da vida: Uma nova compreensão científica dos sistemas vivos. Tradução de Newton Roberval Eichemberg. Editora Cultrix.

Césaire, A. (2020). Discurso sobre o colonialismo. Tradução de Cláudio Willer. Veneta.

Chomsky, N. (2017). Quem manda no mundo? Tradução de Renato Marques. Crítica.

Chomsky, N. (2020). Internacionalismo ou extinção: Reflexões sobre as grandes ameaças à existência humana. Tradução de Renato Marques. Crítica.

Costa, C. A. e Loureiro, C. F. (2019). A questão ambiental a partir dos “sem direitos”: uma leitura em Enrique Dussel. E-curriculum, 17(2), 673-698. https://revistas.pucsp.br/index.php/curriculum/article/view/34549/29014

de Sousa Santos, B. e Chaui, M. (2013). Direitos humanos, democracia e desenvolvimento. Cortez.

Dussel, E. (1993). 1492: O encobrimento do outro. A origem do mito da modernidade. Editora Vozes.

Dussel, E. (2000). Ética da libertação: na idade da globalização e da exclusão. Editora Vozes.

Dussel, E. (2005). Europa, modernidade e eurocentrismo. Em E. Lander (org.), A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas (pp. 25-34). Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO). https://biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar/bitstream/CLACSO/14084/1/colonialidade.pdf.

Dussel, E. (2012). Agenda para um diálogo inter-filosófico Sul-Sul. Filosofazer, 21(41), 11-30.

Ferrajoli, L. (2022). Por que uma Constituição da Terra? Revista de Direito Brasileira, 31(12), 4-18.

Lopes, R. F. e da Silveira, E. (2016). Discurso constitucional colonial: um olhar para a decolonialidade e para o “novo” constitucionalismo latino-americano. Pensar, 21(1), 271-297. http://periodicos.unifor.br/rpen/article/view/2939/pdf.

Löwy, M. (2014). Lutas ecossociais dos indígenas na América Latina. Crítica Marxista, 21(38), 61-69.

Mignolo, W. D. (2003). Histórias locais/Projetos globais: Colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Tradução de Solange Ribeiro de Oliveira. Editora Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Mignolo, W. D. (2017). Colonialidade: O lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, 32(94), 1-18.

Morin, E. (2003). A cabeça bem-feita: Repensar a reforma, reformar o pensamento. Bertrand Brasil.

Pazello, R. (2014). Direito insurgente e movimentos populares: o giro descolonial do poder e a crítica marxista ao direito. [Tese de doutorado em Direito]. Universidade Federal do Paraná. https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/36287.

Porto-Gonçalves, C. W. (2002). Da geografia às geo-grafias: um mundo em busca de novas territorialidades. Em A. E. Ceceña e E. Sader (coords.), La guerra infinita: Hegemonía y terror mundial (pp. 217-256). Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO).

Porto-Gonçalves, C. W. (2015a). Pela vida, pela dignidade e pelo território: um novo léxico teórico político desde as lutas sociais na América Latina/Abya Yala/Quilombola. Ciencias Sociales: Desafíos y Perspectivas, (41), 1-10.

Porto-Gonçalves, C. W. (2015b). A globalização da natureza e a natureza da globalização. Civilização Brasileira.

Quijano, A. (1992). Notas sobre a questão da identidade e nação no Peru. Estudos Avançados, 6(16), 73-80. https://www.scielo.br/j/ea/a/HGhk-C4xVR3mfb8pythJphVG/?format=pdf&lang=pt.

Quijano, A. (2005). Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Em E. Lander (org.), A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas (pp. 107-130). Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO).

Quijano, A. (2022). Colonialidade, poder, globalização e democracia. Novos Rumos, 17(37), 4-28. https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/novosrumos/article/view/2192.

Ribeiro, M. F., de Souza, L. e Assunção, J. A. (2008). Estudo do indicador de sustentabilidade “Pegada Ecológica”: uma abordagem técnico-empírica. Revista Ibero Americana de Estratégia, 7(1), 29-37.

Serres, M. (1990). O contrato natural. Tradução de Serafim Ferreira. Instituto Piaget.

Wolkmer, A. C. (2013). Pluralismo crítico e perspectivas para um novo constitucionalismo na América Latina. Em A. C. Wolkmer e M. Petters (orgs.), Constitucionalismo latino-americano: Tendências contemporâneas (pp. 19-42). Juruá.

Wolkmer, A. C. e Machado, L. (2011). Tendências contemporâneas do constitucionalismo latino-americano: Estado plurinacional e pluralismo jurídico. Pensar, 16(2), 371-408.

Wolkmer, A. C. e Scussel, E. (2025). Repensando a democracia desde os horizontes do constitucionalismo na América Latina. Seqüência. Estudos Jurídicos e Políticos, 44(95), 1-36.

Publicado

2025-11-18

Cómo citar

Costa, C. A., Jaques La Flor, M., & Borges de Pietro, L. (2025). La (de)construcción del desarrollo capitalista-colonial-eurocéntrico: perspectivas a la luz del buen vivir. Ratio Juris (UNAULA), 20(41), 95–116. https://doi.org/10.24142/raju.v20n41a4

Número

Sección

Artículos de investigación

Artículos similares

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.