Os custos totais do comércio bilateral brasileiro: determinantes e evolução recente
DOI:
https://doi.org/10.24142/rvc.n14a2Palavras-chave:
Custo do comércio brasileiro, resistências, crescimento do comércioResumo
O objetivo deste estudo foi avaliar os custos totais do comércio brasileiro e os determinantes do crescimento do comércio bilateral com os dez principais parceiros comerciais, no período de 1995 a 2012. Utilizou-se o método proposto por Novy (2009), que baseia-se na obtenção dos custos a partir da equação de gravidade. Os resultados mostraram uma redução generalizada nos custos totais de comércio entre os países. Os bens manufaturados tiveram um comportamento semelhante aquele do comércio total, enquanto os do setor agrícola mostraram valores mais elevados em todo o período, mas com reduções mais acentuadas. A contribuição da queda nos custos bilaterais para o crescimento do comércio brasileiro foi significativa, apesar de menor que a contribuição do crescimento da renda. Embora tenha ocorrido uma queda contínua dos custos comerciais, observou-se que os menores custos bilaterais estavam associados ao comércio com os países desenvolvidos, onde, ocorreram os maiores investimentos relacionados a facilitação de comércio. Existem, ainda, muitas oportunidades para a redução dos atritos comerciais no Brasil, uma vez que o país possui indicadores de desempenho dos custos muito inferiores aos dos demais países em desenvolvimento da amostra, o que, certamente, contribuirá para o aumento da competitividade das exportações e para a redução do custo das importações.
Downloads
Referências
Anderson, J. A. & Van Wincoop, E. (2003). Gravity with gravitas: a solution to a border puzzle. American Economic Review, 93(1), 170-92.
Anderson, J. A. & Van Wincoop, E. (2004). Trade costs. Journal of Economic Literature, 42(3), 691-751.
Arvis, J. F., Duval, Y., Shepherd, B. & Utoktham, C. (2012). Trade costs in the developing world: 1995-2010. ARTNeT Working Paper Series, 121.
Baier, S. & Bergstrand, J. (2001). The Growth of World Trade: Tariffs, Transport Costs, and Income Similarity. Journal of International Economics, 53(1), 1-27.
Duval, Y. & Utoktham, C. (2011). Trade Costs in the India-Mekong Subregion: Identifying Policy Priorities for Trade Facilitation. Trade and Investment Division, Staff Working Paper, 4-27.
Hummels, D. (2007). Transportation Costs and International Trade in the Second Era of Globalization. Journal of Economic Perspectives, 21(3), 131-154.
Korinek, J. & Sourdin, P. (2009). Maritime transport costs and their impact on trade. Disponível em http://www.etsg.org/ETSG2009/papers/korinek.pdf
Novy, D. (2009). Gravity redux: measuring international trade costs with panel data. Warwick Economic Research Paper, 861.
Organização Mundial do comércio – OMC (2006). International Trade Statistics. Disponível em http://www.wto.org/english/res_e/statis_e/its2006_e/ its06_toc_e.htm
Shepherd, B. (2010). Trade costs and facilitation in APEC and ASEAN: delivering the goods? Munich Personal RePEc Archive, 21531.
Sourdin, P. & Pomfret, R. (2012). Trade Facilitation: Defining, Measuring, Explaining and Reducing the Cost of International Trade. Massachusetts: Edward Elgar Publishing.
United Nations Conference on Trade and Development (s. f.). Disponível em http://unctad.org
World Bank Group (2014). Disponível em http://www.worldbank.org
World Trade Organization. Trade Profile 2013 (s. f.). Disponível em http://www.wto.org/statistics
World Trade Report (2008). Disponível em http://www.wto.org/english/res_e/ booksp_e/anrep_e/world_trade_report08_e.pdf
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Aquellos autores/as que tengan publicaciones con esta revista, aceptan los términos siguientes:- Los autores/as conservarán sus derechos de autor y garantizarán a la revista el derecho de primera publicación de su obra, el cuál estará simultáneamente sujeto a la Licencia de reconocimiento de Creative Commons que permite a terceros compartir la obra siempre que se indique su autor y su primera publicación esta revista.
- Los autores/as podrán adoptar otros acuerdos de licencia no exclusiva de distribución de la versión de la obra publicada (p. ej.: depositarla en un archivo telemático institucional o publicarla en un volumen monográfico) siempre que se indique la publicación inicial en esta revista.
- Se permite y recomienda a los autores/as difundir su obra a través de Internet (p. ej.: en archivos telemáticos institucionales o en su página web) una vez sea publicado el artículo en la revista, lo cual puede producir intercambios interesantes y aumentar las citas de la obra publicada.











